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Home O Projeto Ameaças

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

  • Degradação dos habitats dos IPS causado por vertebrados introduzidos
Os coelhos e os murganhos foram introduzidos aquando da chegada do homem à Ilha do Porto Santo. Além dos efeitos diretos que têm sobre as espécies indígenas e endémicas, contribuem para a diminuição progressiva da qualidade dos habitats disponíveis. A principal ação direta dos coelhos faz-se sentir sob a vegetação nativa levando ao seu desaparecimento e/ou degradação. Os murganhos contribuem de forma decisiva para degradação dos habitats através da destruição das sementes, limitando ainda mais a regeneração das espécies afetadas pelos coelhos.

  • Efeito direto dos murganhos e coelhos sobre as aves nidificantes, as populações de moluscos terrestres e sobre a capacidade de recuperação e regeneração de espécies de flora endémica da Macaronésia presente nos IPS.

A presença e a abundância de murganhos nos IPS constituem uma ameaça para as aves marinhas e terrestres nidificantes. Estes animais podem aumentar a taxa de insucesso reprodutor através da destruição de ovos temporariamente abandonados e da predação de juvenis nos seus primeiros dias de vida. Existem também evidências de predação nas conchas de espécies exclusivas deste habitat. O impacto negativo dos murganhos estende-se a todas as espécies de flora endémica e indígena anteriormente referenciadas, através da predação de sementes e destruição de novos rebentos.

Os coelhos têm também impactos diretos sobre as espécies de flora endémica e indígenas anteriormente referenciadas, levando à sua extinção ou diminuição drástica da sua área de ocorrência que normalmente fica restrita a áreas inacessíveis.

Por outro lado provocam elevados níveis de perturbação sobre as aves marinhas nidificantes, atrás referenciadas, levando ao abandono de ninhos e à destruição de ovos, diminuindo o sucesso reprodutor destas espécies.

 

 

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  • Degradação dos habitats dos IPS causados por espécies de plantas introduzidas de carácter invasor
A existência de espécies vegetais alóctones com carácter invasivo, nomeadamente Nicotiana glauca, Coronopus dydimus, Lycopersicon esculentum e Agave americana, nos IPS, ocupando espaços que outrora pertenceram às espécies endémicas, constitui uma ameaça à recuperação e perenidade dos habitats naturais afetando de forma significativa o funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas presentes.

As quatro espécies referidas têm ocupado progressivamente o espaço levando à destruição do equilíbrio existente e ao desaparecimento de muitas espécies indígenas e endémicas, ameaçando directamente as espécies listadas na Directiva Habitats (Monizia edulis, Phagnalon benettii (Phagnalon Lowei), Chamaemeles coriácea e Sideroxylon marmulano*).

 

 

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  • Fragmentação de populações de moluscos e aranhas endémicos dos IPS em subpopulações muito pequenas e relegadas a habitats marginais.
Em consequência da sucessiva redução da área disponível de habitat potencial, algumas espécies de moluscos terrestres endémicos exclusivos dos IPS constituem, nos nossos dias, espécies cuja população mundial ocorre numa só localização e com uma área muito restrita. Tem-se assistido a um deslocamento das espécies para as zonas de arriba, o que parece denotar um comportamento de fuga da área original. Este facto está ligado à presença de pessoas nos ilhéus, para atividades recreativas desregradas, atividades de reparação/manutenção e instalação de equipamentos e estruturas já existentes (faróis, casas de apoio) que parecem ter afetado as espécies em apreço.
  • Degradação das potenciais áreas de nidificação do Garajau rosado, Sterna dougalli, pela presença de coelhos e murganhos e atividades humanas não controladas.

O Garajau rosado, Sterna dougalli é uma espécie extremamente sensível às alterações do seu habitat, em especial à perturbação humana, pelo que as atuais condições das áreas de nidificação nos IPS tornam esta espécie extremamente vulnerável.

Esta espécie nidifica em locais normalmente protegidos por rochas ou vegetação, colocando os ovos diretamente no chão. Este facto torna a espécie extremamente vulnerável à ação dos predadores, como os murganhos. Estas aves são muito vulneráveis à presença humana, principalmente durante os períodos de postura e incubação, pelo que as atividades humanas não controladas, que atualmente se verificam nos IPS, podem levar à deserção dos adultos, com o consequente abandono dos ovos ou das crias.

 

 

 

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  • Conhecimento insuficiente sobre o estado de conservação das populações de algumas espécies endémicas de plantas, moluscos e aves marinhas indígenas e/ou exclusivas dos IPS.
A falta de conhecimentos no que respeita à dinâmica das populações, evolução e existências, condiciona a assumção de medidas concretas e dirigidas à sua conservação por um lado e à sua expansão populacional, por outro. É fundamental que se identifiquem as áreas onde as espécies se desenvolvem e progridem, o estado de conservação e estatuto de ocorrência. Também, a rápida evolução de espécies exóticas com carácter invasivo e a colonização de novas áreas, anteriormente ocupadas pelas espécies alvo do projeto, alterou substancialmente o mosaico de localização e dispersão das espécies a proteger. A quantificação das populações e a qualificação do seu estado de conservação são, pois, premissas fundamentais para a escolha de procedimentos e tomada de decisões com vista à conservação destas espécies.
  • · Conhecimento insuficiente sobre a posição taxonómica de algumas espécies de moluscos terrestres.
Através do estudo dos fósseis do Porto Santo pode observar-se que, ao longo dos tempos ocorreram alterações no que diz respeito à distribuição e diversidade das espécies. O estatuto taxonómico das populações de moluscos terrestres dos Ilhéus do Porto Santo tem sido alvo de revisões, não sendo ainda totalmente claras as relações entre elas. A possibilidade de algumas das populações de moluscos terrestres pertencerem a espécies distintas, aumentaria de forma dramática a importância das mesmas e possivelmente, o seu estatuto de ameaça. A falta de conhecimentos concretos relativamente a este tema constitui uma ameaça na medida em que, existe uma subvalorização da importância das espécies, o que poderá traduzir-se numa subutilização de todas as ferramentas que eventualmente podem ser colocadas ao dispor das entidades com responsabilidade na gestão e proteção da espécie.
  • Desconhecimento das áreas marinhas importantes para as aves na envolvente do Porto Santo.

As aves marinhas que pontificam nos IPS, apenas visitam as suas colónias durante a época de nidificação. Na atualidade, pouco se sabe sobre as áreas marinhas envolventes e das possíveis ameaças presentes que poderão provocar alterações significativas na população global destas espécies. A falta de conhecimentos no que respeita aos impactes não quantificados, tais como a contaminação ou a ação pesqueira, é grave. A contaminação marinha causada por poluentes químicos ou por detritos flutuantes tem consequências diretas nas populações de aves, como por exemplo a diminuição da sobrevivência ao longo prazo ou a morte por afogamento causada pela ingestão de plásticos ou redes de pesca enrolados à volta do corpo.

A elevada dependência de Calonectris diomedea borealis, Bulweria bulwerii, Oceanodroma castro, Puffinus assimilis baroli e Sterna dougalli, entre outros ao meio marinho justifica a necessidade de identificar estas áreas. O atual estado de conhecimento não permite a tomada de medidas, que levem a uma adequada proteção e gestão da espécie quando está no mar.

 

 

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  • Falta de conhecimento relativamente às espécies e habitats marinhos na envolvente dos IPS
A identificação e a descrição das espécies e habitats existentes no meio marinho envolvente aos ilhéus, permitirá, nomeadamente, aferir do potencial e capacidade futuras que os mesmos possuirão para a sustentabilidade não só das espécies alvo do projeto (aves marinhas), mas também, conhecer o seu estado de conservação, permitindo assim a elaboração de propostas de medidas concretas a tomar, face à manutenção e incremento da sua biodiversidade (como sejam o alargamento da área de Rede Natura 2000 ao espaço marinho).

O conhecimento relativo destes habitats e espécies, do seu estado de conservação e evolução futura, permitir-nos-á a tomada de decisões com vista à preservação (pela conservação do alimento, qualidade das águas e exploração económica de forma sustentável) das espécies alvo do projeto (particularmente as aves marinhas).

 

 

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  • Desorientação das aves marinhas nidificantes pela excessiva iluminação nas zonas urbanas.
Um dos efeitos negativos do constante crescimento da cidade do Porto Santo, relacionado com o desenvolvimento que tem registado nos últimos anos, é a poluição luminosa, definida como a causada pelo excesso de luz artificial ou pelo seu uso inadequado (luz para cima, paralela ao solo ou para além da área útil), que excede o uso racional e atinge áreas que ultrapassam o limite da necessidade (luz intrusa).

As aves marinhas quando voam sobre áreas intensamente iluminadas é frequente desorientarem-se. Além disso, muitos indivíduos são atraídos por edifícios intensamente iluminados, morrendo ao voarem de encontro a eles, ou caindo de exaustão após voarem em círculos ao seu redor.

 

 

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  • Impacto humano direto (caça e captura) sobre espécies de aves marinhas pelágicas nos seus locais de nidificação e no mar.
O abate a partir de embarcações de pesca recorrendo a armas de fogo, foi descrito para algumas espécies, num passado recente (1998), confirmada nas Ilhas Selvagens e Porto Santo, relativamente às cagarras. Os outros impactos humanos diretos (desordenamento e desorganização nas visitas que potenciam a degradação das áreas de nidificação, bem como a captura nos ninhos) estão atenuados pelo enquadramento legal das áreas de nidificação e pela existência de vigilância. Contudo, o problema ainda persiste pelo facto de existir uma herança cultural associada a este tipo de ação. Por outro lado, existe atualmente no Porto Santo, uma profusão de embarcações de recreio marítimo, e a não existir um adequado seguimento e enquadramento dos utilizadores poderemos estar perante um novo incremento desta ameaça.
  • Impacto humano direto sobre espécies de moluscos endémicos exclusivos (e.g., Idiomela subplicata e Discula turricula) e vegetação (Monizia edulis, Phagnalon benettii (Phagnalon Lowei), Chamaemeles coriácea e Sideroxylon marmulano*) causado pelo pisoteio e uso não controlado de forma ajustada dos IPS.

O desconhecimento existente dos valores naturais que os IPS comportam, associado à crescente e já alarmante procura destes espaços para recreio e lazer levam a que o impacto humano direto constitua uma ameaça para a preservação das espécies de moluscos terrestres e vegetação autóctone.

No caso particular dos Ilhéus da Cal, do Farol e do Ilhéu de Ferro, são evidentes os sinais da migração das populações de moluscos a partir dos planaltos centrais em direção às arribas. Exemplo disso é a espécie Discula turricula. Os dados mais recentes parecem indicar a diminuição da área de distribuição desta espécie no Ilhéu de Cima, encontrando-se atualmente circunscrita a uma área inferior a 50m2, e procurando refúgio em zonas de arriba como forma de proteção contra as ações antrópicas, nomeadamente a degradação do habitat por ações diretas como o pisoteio. É também comum a existência de conchas esmagadas nos múltiplos percursos aleatórios que os visitantes utilizam. Paralelamente, ao circular por todo o espaço, os visitantes vão destruindo, muitas vezes de forma permanente a vegetação existente.

 

 

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  • Falta de consciência ecológica generalizada sobre a importância da conservação de espécies únicas e seus habitats nos IPS.
O público no geral, quer seja potencial utilizador ou não da área, tem pouco conhecimento e sensibilidade sobre esta temática, em especial sobre as relações que existem entre espécies introduzidas, espécie indígenas e a atividade humana. Apesar de existir alguma noção da importância destes assuntos, falta uma perceção da globalidade dos mesmos e da interação entre todos estes parâmetros.

O impacto sobre os habitats e espécies é indireto, através da falta de apoio e colaboração para com as medidas que visem a preservação de importantes componentes do património natural do Arquipélago da Madeira, bem como a preservação de ecossistemas e espécies protegidos.

 

 

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  • Predação de espécies de aves marinhas, moluscos terrestres e nitrificação dos solos pela presença em número excessivo de Gaivotas de patas amarelas.
As gaivotas têm sido largamente identificadas como predadoras de aves marinhas, nomeadamente de pequenos procelariiformes, em várias partes do mundo. Estas aves têm ainda uma ação de predação significativa sobre as populações de moluscos. Além desta ação direta sobre as aves marinhas e moluscos terrestres, as gaivotas causam ainda impactos negativos sobre o equilíbrio dos ecossistemas onde estão presentes em largo número, nomeadamente através da acidificação do solo, destruição da vegetação e introdução de espécies exóticas. Observações recentes indicam claramente que nos IPS existem indivíduos especialistas na predação de outras aves marinhas. Esta situação é agravada pelo facto de existirem muitos ninhos de gaivota, nas zonas de intervenção do projeto, nomeadamente, no Ilhéu da Cal (1000 pares), Ilhéu do Farol (400 pares) e Ilhéu de Ferro (200 pares). Para os restantes ilhéus, embora existam, não estão contabilizados. Também, da dieta das gaivotas fazem parte algumas espécies de fauna malacológica terrestre, sobretudo as de maiores dimensões, o que já foi observado no Ilhéu de Cima. Paralelamente, a acidificação do solo, é pouco compatível com a presença destes moluscos, dado que as áreas de solo com pH ácido apresentam normalmente pouca diversidade malacológica.

Actualizado em (Segunda, 15 Fevereiro 2016 11:38)

 
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